quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Se eu quiser, te dou um sinal. Tá combinado?

Você que frequenta bares, faz compras, dirige, vai ao cinema, enfim, você que respira, assim como eu já deve ter perdido a cabeça com algumas coisinhas. Pode ser com aquele cidadão que se denomina "guardador de veículos" ou até com um louco que resolve te seguir no estacionamento do shopping pra ver se você vai liberar uma vaga.
Agora, o que tem me chamado a atenção e que tem me irritado demais é o excesso de abordagem que a gente sofre todos os dias.
Você trabalha o dia todo e no final do dia quer tomar uma cerveja com seus amigos. O momento de relaxar, de esquecer problemas ou falar de problemas. Um momento seu e sagrado.
Pois então, basta você se sentar pra começar a interminável saga de interrupções feitas por pessoas com diversas "ofertas".
"Eu tenho AIDS...", "Preciso comprar leite...", " Vocês não querem comprar um docinho?", "Quer dar uma olhadinha nos DVDs?"
Mas ontem, foi a gota d´água pra mim.
Uma mulher vendendo docinhos "finos" da Desejo e Sabor praticamente invadiu minha mesa. Já foi logo apoiando a caixa de doces nela e começando o discurso de vendedora Avon. Depois de muito blá blá blá, terminou dizendo: "E agora temos maquininha pra passar cartão de débito." AH! Fala sério! Que saco!
Não há um minuto de sossego! Me sinto coagida a todo momento. Me sinto mal toda hora. Aqueles olhares de "me ajuda aí" ou "compra logo aí madame". PHODA com ph viu!
E quando você diz que não quer e eles dizem: "Deus te abençoe" com aquele olhar de raiva  e de quem na verdade ta te rogando uma praga?
É muito constrangimento. Pára!
Por que não pode ser como na praia? Quer defender o seu? Sem problemas. Passe anunciando. Se eu quiser, te chamo, assobio, grito, dou um sinal de fumaça, vou até você, sei lá. Só não me encha com suas ladainhas e promessas de recompensa divina! 
E já que comecei, fica a dica para os babaquinhas metidos a conquistadores de plantão. Vocês são como esses "vendedores" irritantes. Ficam se jogando pra cima da gente com seu papinho barato e chato. Ou pior ainda, nos agarram e nos tocam sem nenhum pudor. A gente não pode nem ir ao banheiro sem ter que desviar de um monte de manés. E não adianta fazer cara feia e não sorrir e nem olhar pra eles. Essa é uma linguagem que eles não entendem. Somos forçadas a ser desagradáveis e grosseiras. E depois ainda nos chamam de metidas.      
Podem parar com isso já! A coisa funciona do mesmo jeito. Você está por aí. Se EU QUISER, te dou um sinal. Tá combinado? 

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