terça-feira, 22 de novembro de 2011

Classificados


Vendem-se um SONHO não realizado e uma PROMESSA não cumprida. Ambos ainda na caixa. Motivo: MUDANÇA.


sábado, 22 de outubro de 2011

POKER FACE - texto extraído do sexto episódio da sétima temporada de Grey's Anatomy


"Quando ainda bebês somos fáceis de decifrar. Um choro e estamos com fome, outro e estamos cansados. A coisa só dificulta quando nos tornamos adultos. Começamos a esconder nossos sentimentos. Erguemos barreiras. Chegamos ao ponto em que nunca sabemos realmente como alguém pensa ou se sente.
Sem querer, nos tornamos mestres em disfarces.
Nem sempre é fácil se expressar. Às vezes precisamos ser forçados. Mas, às vezes é melhor apenas guardar o que sentimos. Fazer-se de mudo. Mesmo quando todo o seu corpo está implorando para se libertar.
Então, você fecha sua boca, mantêm o segredo e encontra outras maneiras de ser feliz." 

sábado, 1 de outubro de 2011

Os 4 Fs.

Amanhece e me sinto em uma propaganda de margarina ou em uma cena de um filme com final feliz. De repente tudo fica claro. Tudo se encaixa e nada parece fazer falta. Sei o que tenho que fazer e quem sou.
Me pego olhando no espelho e vendo o quanto sou bela e única. Pois é, por mais piegas ou clichê que isso possa soar, essa é a verdade. Somos, na maioria das vezes, seres belos e únicos. Ok, ainda existem seres acéfalos que insistem em ser mais uma cópia do mesmo. Mas a grande maioria já despertou para a realidade do milênio. Podemos e devemos ser o que somos, individualmente e diferentemente. O que não vale é se julgar superior ou o topo da cadeia evolutiva. O que não é justo é o desrespeito e a incapacidade de amar algo além da própria imagem. O que nos destrói e nos destitui de qualquer beleza é o eterno culto ao egoísmo, ao hedonismo e ao narcisismo. Essa tríplice aliança, inevitavelmente, nos conduz ao exílio emocional e eventualmente, ao exílio físico.
Essa enxurrada de ideias que me assola hoje é uma luta interna, quase inerente ao meu respirar.
Meus neurônios confabulam e me alertam sobre o próximo passo. Exigem uma atitude estratégica e racional que resultará em algo positivo e seguro.
Já meu desejo de ser um trem desgovernado e pronto pra destruir tudo a minha frente, ou de me jogar pelo mundo sem destino ou paradeiro, grita e me confunde.
Amanhece e me sinto em um drama mexicano ou em um filme do Tarantino.
Sou inundada por inúmeras vontades e loucuras todos os dias. Tudo conspira para isso. Novas oportunidades e novos prazeres saltam em cada esquina que resolvo dobrar. Meu trajeto nunca parece ser a definição de uma reta. Nada parece estar ao menor alcance. Todo caminho que penso em tomar abriga novas promessas. Olho para o espelho e repito: "Foco, força, fé e foda-se!".

Sobre o meu post "Os 4 Fs".

"O Direito ao Palavrão"
[Luís Fernando Veríssimo]

Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo fazendo sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português vulgar que vingará plenamente um dia. Sem que isso signifique a “vulgarização” do idioma, mas apenas sua maior aproximação com a gente simples das ruas e dos escritórios, seus sentimentos, suas emoções, seu jeito, sua índole.

“Pra caralho”, por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que “Pra caralho”? “Pra caralho” tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via-Láctea tem estrelas Pra caralho, o Sol é quente Pra caralho, o universo é antigo Pra caralho, eu gosto de cerveja Pra caralho, entende?

No gênero do “Pra caralho”, mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso “Nem fodendo!”. O “Não, não e não!” e tampouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade “Não, absolutamente não” o substituem. “Nem fodendo” é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida. Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo “Marquinhos, presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!”. O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupicínio.

Por sua vez, o “porra nenhuma!” atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional. Como comentar a gravata daquele chefe idiota senão com um “é PhD porra nenhuma!”, ou “ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma! . O “porra nenhuma”, como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha. São dessa mesma gênese os clássicos “aspone”, “chepone”, “repone” e, mais recentemente, o “prepone” – presidente de porra nenhuma.

Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um “Puta-que-pariu!”, ou seu correlato “Puta-que-o- pariu!”, falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba… Diante de uma notícia irritante qualquer um “puta-que-o- pariu!” dito assim te coloca outra vez em seu eixo. Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.

Seja simples: Foda-se.
E o que dizer de nosso famoso “vai tomar no cú!”? E sua maravilhosa e reforçadora derivação “vai tomar no olho do seu cú!”. Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: “Chega! Vai tomar no olho do seu cú!”. Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima. Desabotoa a camisa e saia à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.

E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: “Fodeu!”. E sua derivação mais avassaladora ainda: “Fodeu de vez!”. Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala? “Fodeu de vez!”.
Sem contar que o nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de “foda-se!” que ela fala. Existe algo mais libertário do que o conceito do “foda-se!”? O “foda- se!” aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta. “Não quer sair comigo? Então foda-se!”. “Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda-se!”. O direito ao “foda-se!” deveria estar assegurado na Constituição Federal. Liberdade, igualdade, fraternidade e foda-se!.


domingo, 22 de maio de 2011

Babe it´s you.

Será verdade o que dizem sobre você?
Não raro me pego cantando aquela música. A trilha sonora perfeita para mais uma frustração. A dor não incomoda tanto quanto o sentimento de fracasso. Na boca só o gosto amargo de muitos clichês. Que chato ser parte de mais um tema de novela. Mais chato ainda querer entender e racionalizar tudo.
Começa então um trabalho meticuloso de juntar pedaços. Nada se quebrou. Eu estou inteira. Os pedaços são do meu esforço pra lembrar do seu rosto quando eu ainda o via sorrir.
Você nunca me viu sorrir. Estava ocupado em ser você. Deixou o nós e a mim de fora. Construiu uma torre a sua volta bloqueando toda e qualquer tentativa de entrada. 
Minhas mãos estão machucadas de tentar te alcançar. Soltei para poder cair. Tentei segurar o que não tem freio. A pancada foi forte.
A saudade daquilo que eu inventei e daquilo que poderia ter sido verdade, chega sorrateira. Desavisada e desarmada, sou invadida e tomada pela dor que também estava à espreita, esperando sua vez.     

Levantar é um ciclo. Um reencontro de velhas cicatrizes. Recuso, renego, relembro, revivo, revisito e reconheço o recomeço.
Volto a escrever minha história sem nós e sem você, mas cheia de eu.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Se eu quiser, te dou um sinal. Tá combinado?

Você que frequenta bares, faz compras, dirige, vai ao cinema, enfim, você que respira, assim como eu já deve ter perdido a cabeça com algumas coisinhas. Pode ser com aquele cidadão que se denomina "guardador de veículos" ou até com um louco que resolve te seguir no estacionamento do shopping pra ver se você vai liberar uma vaga.
Agora, o que tem me chamado a atenção e que tem me irritado demais é o excesso de abordagem que a gente sofre todos os dias.
Você trabalha o dia todo e no final do dia quer tomar uma cerveja com seus amigos. O momento de relaxar, de esquecer problemas ou falar de problemas. Um momento seu e sagrado.
Pois então, basta você se sentar pra começar a interminável saga de interrupções feitas por pessoas com diversas "ofertas".
"Eu tenho AIDS...", "Preciso comprar leite...", " Vocês não querem comprar um docinho?", "Quer dar uma olhadinha nos DVDs?"
Mas ontem, foi a gota d´água pra mim.
Uma mulher vendendo docinhos "finos" da Desejo e Sabor praticamente invadiu minha mesa. Já foi logo apoiando a caixa de doces nela e começando o discurso de vendedora Avon. Depois de muito blá blá blá, terminou dizendo: "E agora temos maquininha pra passar cartão de débito." AH! Fala sério! Que saco!
Não há um minuto de sossego! Me sinto coagida a todo momento. Me sinto mal toda hora. Aqueles olhares de "me ajuda aí" ou "compra logo aí madame". PHODA com ph viu!
E quando você diz que não quer e eles dizem: "Deus te abençoe" com aquele olhar de raiva  e de quem na verdade ta te rogando uma praga?
É muito constrangimento. Pára!
Por que não pode ser como na praia? Quer defender o seu? Sem problemas. Passe anunciando. Se eu quiser, te chamo, assobio, grito, dou um sinal de fumaça, vou até você, sei lá. Só não me encha com suas ladainhas e promessas de recompensa divina! 
E já que comecei, fica a dica para os babaquinhas metidos a conquistadores de plantão. Vocês são como esses "vendedores" irritantes. Ficam se jogando pra cima da gente com seu papinho barato e chato. Ou pior ainda, nos agarram e nos tocam sem nenhum pudor. A gente não pode nem ir ao banheiro sem ter que desviar de um monte de manés. E não adianta fazer cara feia e não sorrir e nem olhar pra eles. Essa é uma linguagem que eles não entendem. Somos forçadas a ser desagradáveis e grosseiras. E depois ainda nos chamam de metidas.      
Podem parar com isso já! A coisa funciona do mesmo jeito. Você está por aí. Se EU QUISER, te dou um sinal. Tá combinado?